Sombra, Água Fresca e Alimento de qualidade e Barato: O Caminho para Mudar Goiás

Plano quer resgatar a segurança alimentar no estado que bate recordes de exportação de grãos,
devolver a dignidade hídrica ao Rio Meia Ponte e o alimento sem veneno ao prato do trabalhador.

Goiás é internacionalmente reconhecido como uma potência agropecuária, registrando recordes de exportação e cifras bilionárias no campo. No entanto, quem caminha pelas periferias das nossas maiores cidades vive uma realidade completamente inversa. Enquanto o grande agronegócio de commodities acumula lucros, o cidadão comum enfrenta o sufoco diário de bairros que parecem fornos urbanos, o medo constante de torneiras secas e o peso insustentável de uma feira cada vez mais cara. É para responder a esses grandes desafios existenciais (grand challenges) que a REDE Sustentabilidade propõe uma mudança cirúrgica no modelo de desenvolvimento do nosso estado: o plano Goiás Sustentável 2050.

A espinha dorsal da nossa proposta é simples, clara e toca diretamente no bolso e no bem-estar do trabalhador: Sombra, água fresca e alimento de qualidade e barato. Esta não é uma promessa eleitoral genérica de “panfletagem digital”. Trata-se de uma estratégia integrada que conecta a urgência da conservação ambiental ao redor dos municípios à melhoria real e imediata da qualidade de vida das famílias que mais precisam. Se em nível nacional o próprio Congresso brasileiro já debate leis para limitar a expansão desordenada das cidades por meio de infraestruturas ecológicas, em Goiás essa urgência é vital. Se insistirmos no modelo atual de descaso, o resultado será o colapso climático, com enchentes que destroem o patrimônio dos mais vulneráveis e ilhas de calor insuportáveis. [1]

A alternativa para esse cenário de escassez começa na periferia, com a criação de Cinturões Verdes de base agroecológica no entorno das áreas urbanas. Atualmente, Goiás vive o paradoxo absurdo de exportar grãos para o mundo, mas precisar importar a imensa maioria das frutas, legumes e verduras de outros estados via CEASA. O custo do frete rodoviário e o desperdício confiscam até 40% do orçamento das famílias de baixa renda apenas com alimentação. Ao transformarmos as terras ociosas periurbanas em polos de agricultura familiar sustentável, cortamos intermediários e podemos baratear o preço da comida em até 30%. O sucesso dessa estratégia encontra forte amparo prático em exemplos nacionais: no cinturão verde de São Paulo, propriedades de agricultura familiar com menos de 20 hectares empregam 75% da mão de obra local e geram mais de 70% das hortaliças que abastecem a região de forma sustentável. [1, 2]

Além de encher o prato e proteger o bolso, os Cinturões Verdes funcionam como uma defesa natural para as cidades. A vegetação nativa do Cerrado e a ampliação de parques e jardins nas periferias retêm a água da chuva no solo, impedindo inundações e alimentando as nascentes urbanas que protegem a bacia do Rio Meia Ponte do racionamento crônico. Mais árvores significam também o alívio do vento fresco e uma redução de até 4°C na temperatura dos bairros castigados pelo asfalto quente.

Para que esse futuro saia do papel, a mudança precisa ganhar força na política. É por isso que a REDE Goiás atua de forma focada para construir uma bancada legislativa forte. O voto consciente no número de legenda partidária é a engrenagem tática indispensável para elegermos deputados estaduais e federais comprometidos em romper com o velho compadrio que governa apenas para o 1% mais rico. Mobilizar-se pela sustentabilidade é o único caminho para transformar a “refeição amarga” da inflação e do calor no “banquete do futuro” da dignidade e da fartura. No dia da eleição, defenda o seu bairro, o seu prato e o seu bolso: Vote REDE. Vote 18!


Referências

ALMEIDA, Marco Antonio Bettine de et al. Qualidade de vida: definição e indicadores objetivos e substituivos. In: Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. p. 4-5.

DELIMITAÇÃO de cinturões verdes no planejamento urbano será votada na CDR. Senado Notícias, Brasília, DF, 8 dez. 2023. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/12/08/delimitacao-de-cinturoes-verdes-no-planejamento-urbano-sera-votada-na-cdr. Acesso em: 11 ago. 2026.

DE RUYTER, Ko et al. Reimagining marketing strategy: driving the debate on grand challenges. Journal of the Academy of Marketing Science, v. 50, n. 1, p. 13-21, 2022. Disponível em: nih.gov. Acesso em: 11 ago. 2026.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2016): Dados consolidados de vulnerabilidade e sustentabilidade econômica em Goiás. In: Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. p. 3.

REDE SUSTENTABILIDADE (Goiás). Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. 5 p.

REDE SUSTENTABILIDADE (Goiás). Plano Metodológico – Comunicação Estratégica: Proposta Política “Goiás Sustentável 2050” e Fortalecimento do Voto de Legenda. Goiânia: Comitê de Comunicação da REDE, 2026. 4 p.

TEIXEIRA, Sebastião. Formulação de táticas e resiliência em gestão de processos de comunicação. In: Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. p. 3.

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE). Estatísticas oficiais do eleitorado goiano por faixa etária e grau de instrução. In: Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. p. 3.


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