Goiás é internacionalmente reconhecido como uma potência agropecuária, registrando recordes de exportação e cifras bilionárias no campo. No entanto, quem caminha pelas periferias das nossas maiores cidades vive uma realidade completamente inversa.
Enquanto o grande agronegócio de commodities acumula lucros, o cidadão comum enfrenta o sufoco diário de bairros que parecem fornos urbanos, o medo constante de torneiras secas e o peso insustentável de uma feira cada vez mais cara. É para responder a esses grandes desafios existenciais (grand challenges) que a REDE Sustentabilidade propõe uma mudança cirúrgica no modelo de desenvolvimento do nosso estado: o plano Goiás Sustentável 2050.
A espinha dorsal da nossa proposta é simples, clara e toca diretamente no bolso e no bem-estar do trabalhador: Sombra, água fresca e alimento barato. Esta não é uma promessa eleitoral genérica de “panfletagem digital”. Trata-se de uma estratégia integrada que conecta a urgência da conservação ambiental ao redor dos municípios à melhoria real e imediata da qualidade de vida das famílias que mais precisam [0.1.2, 0.1.4, cite: 1]. Se em nível nacional o próprio Congresso brasileiro já debate leis para limitar a expansão desordenada das cidades por meio de infraestruturas ecológicas, em Goiás essa urgência é vital [0.1.2, cite: 1]. Se insistirmos no modelo atual de descaso, o resultado será o colapso climático, com enchentes que destroem o patrimônio dos mais vulneráveis e ilhas de calor insuportáveis [0.1.2, cite: 1].
1. O Diagnóstico Macroeconômico: O Paradoxo das Commodities em Goiás
A Refeição Amarga (Ameaça)
O modelo econômico goiano atual é refém da monocultura de larga escala voltada para a exportação de grãos e carne (soja, milho e pecuária extensiva). Esse arranjo de “agro-commodities” aprofunda o patrimonialismo e o compadrio de estado, concentrando mais da metade da riqueza nas mãos de apenas 1% da população que vive em condomínios fechados. O resultado imediato desse desequilíbrio é a destruição da biodiversidade do Cerrado periurbano e o esvaziamento da mesa dos goianos, que sofrem com a perda da segurança alimentar. Sendo um gigante agrícola, Goiás paradoxalmente precisa importar a maioria das frutas, legumes e verduras (hortifrutis) de outras regiões via CEASA, repassando o custo inflacionário do frete rodoviário direto para o orçamento das famílias de baixa renda, que hoje comprometem mais de 40% do seu salário com alimentação básica.
O Banquete do Futuro (Esperança)
A REDE defende a transição urgente para uma economia de baixo carbono e o incentivo à agroecologia de pequeno porte. A mobilização popular pode transformar terras ociosas e as franjas das cidades em polos produtivos locais. Ao encurtar a distância entre quem produz e quem consome por meio de circuitos curtos de comercialização, eliminamos os atravessadores e os custos de transporte interestadual. O resultado prático é alimento barato, saudável e até 30% mais em conta na feira do bairro, garantindo a emancipação financeira do trabalhador e gerando milhares de novos empregos verdes nas periferias urbanas.
2. O Diagnóstico Socioambiental: A Crise Climática nas Cidades
A Refeição Amarga (Ameaça)
A expansão asfáltica sem planejamento e o avanço imobiliário predatório estão dizimando as Áreas de Preservação Permanente (APPs) urbanas, parques e jardins. O cidadão da periferia sofre diretamente o impacto físico dessa omissão pública através do agravamento brutal das ilhas de calor, que transformam os bairros em verdadeiros fornos urbanos. Paralelamente, a impermeabilização do solo obstrui a recarga das águas, gerando enchentes recorrentes que destroem o patrimônio dos mais pobres e acelerando a degradação e o assoreamento da bacia hidrográfica do Rio Meia Ponte. Se o ritmo atual for mantido, a água de abastecimento entrará em colapso crônico, trazendo racionamentos severos em épocas de estiagem.
O Banquete do Futuro (Esperança)
Nós podemos construir cidades que respiram. A proposta central prevê a delimitação jurídica de Cinturões Verdes periurbanos baseados na vegetação nativa do Cerrado e em jardins de chuva. O sistema radicular profundo da nossa flora nativa funciona como uma infraestrutura natural de retenção, que evita inundações e garante a alimentação contínua das nascentes que abastecem o Rio Meia Ponte. Com a recomposição da arborização urbana contida no plano “Goiás Sustentável 2050”, reduziremos a temperatura local em até 4°C, trazendo de volta o alívio do vento fresco, da sombra protetora e de praças vivas e seguras para o lazer das crianças.
3. A Engenharia Eleitoral: Concentração para os Quocientes de 2026
Para que essa plataforma de grandes desafios (grand challenges) se transforme em política pública, a estratégia de marketing político dita um foco cirúrgico no voto de legenda (REDE 18) para superar as barreiras proporcionais:
- Meta Federal (Prioridade 1): Conquistar 1 cadeira na Câmara dos Deputados, enfrentando um quociente eleitoral estimado pelo TSE em 202.332 votos. A campanha federal usará a força dos veículos de massa para massificar o paradoxo da comida cara e apresentar os Cinturões Verdes como a ferramenta legislativa de combate à carestia.
- Meta Estadual (Prioridade 2): Garantir 1 representante na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), superando o ponto de corte oficial de 82.725 votos. A disputa estadual será focada nas dores imediatas do eleitorado urbano das cidades-polo (calor e falta de água), demonstrando que o voto na legenda 18 é o escudo necessário contra os velhos coronéis regionais.
Referências Bibliográficas
ALMEIDA, Marco Antonio Bettine de et al. Qualidade de vida: definição e indicadores objetivos e subjetivos. In: Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. p. 4-5.
DELIMITAÇÃO de cinturões verdes no planejamento urbano será votada na CDR. Senado Notícias, Brasília, DF, 8 dez. 2023. Disponível em: senado.leg.br. Acesso em: 11 ago. 2026.
DE RUYTER, Ko et al. Reimagining marketing strategy: driving the debate on grand challenges. Journal of the Academy of Marketing Science, v. 50, n. 1, p. 13-21, 2022. Disponível em: nih.gov. Acesso em: 11 ago. 2026.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2016): Dados consolidados de vulnerabilidade e sustentabilidade econômica em Goiás. In: Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. p. 3.
REDE SUSTENTABILIDADE (Goiás). Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. 5 p.
REDE SUSTENTABILIDADE (Goiás). Plano Metodológico – Comunicação Estratégica: Proposta Política “Goiás Sustentável 2050” e Fortalecimento do Voto de Legenda. Goiânia: Comitê de Comunicação da REDE, 2026. 4 p.
TEIXEIRA, Sebastião. Formulação de táticas e resiliência em gestão de processos de comunicação. In: Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. p. 3.
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE). Estatísticas oficiais do eleitorado goiano por quociente e votação partidária. In: Diretrizes para 2018: Considerações estratégicas e metodologia do plano de governança de Goiás. Goiânia: Executiva Estadual da REDE, 2018. p. 3.

